domingo, 21 de setembro de 2014

Haikai no chão, levanta, se joga e vem

Vontades se fazem de coragens
De mais ou de menos
Basta tê-la
A força vem das várias “mensagens”
Da vida que lhe importuna, me importuna

Só querer sentar, conversar e ter
Com você, você
É pedir demais, uma simples alternância?!
Só, não “só”
Mas pra na verdade lhe ter

Você já percebeu que quando eu te vejo
Sim, transparece o desejo
Quase que incontrolável
Mas altamente enfático
Logo, eu perco o chão?!

Mentes, as nossas
Interligadas
Corpos, os nossos
Entrelaçados
Mente eu?!
Mente você?!
  
Posso sim, tentar me adaptar
Mudar, claro
Um pouco
Sempre, é, foi e será potencialmente
Muito perigoso

Então vem
Deixa os outros falarem
O que é que tem?!
Filmes sem graça
Passear na praça
Claro, se isso nos fizer bem

Porque não?!
Então, vamos na contramão?
Deixa tudo
E definitivamente

Vem!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Decadance Avec Elegance

Imaginem um sábado, boas companhias, lugar agradável e cheio de gente interessante. Imaginaram?! Pois é, tirando o fato real das boas companhias (pessoas que estavam comigo, é claro) o resto foi um apenas um freak show de entretenimento e massificação da futilidade humana. Calma, eu explico. Cada vez mais as figuras humanas vão perdendo a essência no que diz respeito à humanidade em si, a exteriorização de padrões revela isso o tempo todo, seja nos filmes, TV, internet ou na balada “da hora” que você vai meio como que entrando de gaiato num navio. Mais uma vez fica comprovado que essa superficialidade deixou de ser direito apenas dos “desprovidos” de capacidade de raciocínio lógico, Q.I alto e\ou disfunção cognitiva.
Estou falando de uma das milhares de “calouradas de medicina”  que ocorrem quase que semanalmente aqui na Bolívia. São festas caras (para o custo de vida no país) sempre cheia de gente que está dentro dos padrões de beleza inútil, se você não for uma atriz pornô, ou um michê profissional. Fui ao local por querer conhecer e beber um pouco também, mas já tendo uma ideia do que iria encontrar. A festa era é uma das mais concorridas, pois teria a presença de uma sub-celebridade que havia participado de uma das edições do “império do grotesco” chamado Big Brother Brasil. E como quase todo ex-famoso, intitular-se DJ é algo tido como lei, no que diz respeito à engenharia social que eles precisam fazer antes que o ostracismo ou uma overdose os consuma. Sendo que na verdade isso, sob minha ótica, é um insulto para com os verdadeiros profissionais da área.
Mas, o foco não é a pobre moça ex-sei-lá-o-quê que veio e apertou o “play” no toca-discos da boate, e sim o público. Ah o público. Quanta gente bonita (por fora), os futuros médicos brasileiros, sim, aqueles mesmos que dizem que a sua pancreatite não passa de uma indisposição estomacal ou falta de ingestão de água. Sim, aqueles mesmos que lhe consultam olhando pras receitas, e antes que você termine de falar: Pof! Virose! Mas quem sou eu pra julgar o profissionalismo de alguém, pelo simples fato de ele estar altamente  fora de sim em uma balada, ingerindo bebidas alcoólicas e drogas dos mais variados tipos?! Pois é, não é esse o objetivo. (momento falso moralismo detected).
O que vi, o que ouvi, o que fingi não ouvir, o que ri. Sim, tudo isso numa noite que acabou até cedo, para a pompa que a festa aparentava ter. O que mais me surpreende são as segregações padronizadas iniciais, como em todo local, no Brasil também, as tais subdivisões em alas: VIP, Camarote e pista. E isso é notório, cada ala tem seu público específico, e que faz juz ao que está sendo ofertado em cada setor dos estábulos das vaidades. Ficamos na pista, lógico, as alas mais caras são muito cheias sempre, a bebida é quente, e sempre terá gente filando sua cerveja, uma vez que o dinheiro que a pessoa tinha deu apenas pra pagar o local que lhe proporciona a visão “de cima”. Porque encher o ego com uma visão privilegiada é mais importante do que se divertir com amigos e\ou colegas.
E nisso foi rolando a festa, com as musiquinhas propícias das baladas mais teens (momento old boy detected), me recuso a dizer os ritmos e as músicas tocadas ,primeiro por não saber nome de quase nenhuma música, segundo por ferir meus princípios musicais, quando estou sóbrio, é claro. Mas voltemos ao fantástico mundo dos “estudantes”. Existe uma raça que tenho muita aversão, e cada dia que passa ele me decepciona mais, e nesse meio tempo minha fé é transferida dela para os animais: A raça humana. E dentro dessa raça, existem várias vertentes comportamentais, classificadas em grupos, em tribos, em modo de vida, etc. Uma delas é a “raça” que mais me causa nojo: Playboys. (Sim, sou intolerante a medicamentos, animais peçonhentos e a Playboys).
Uns logo acima, esbarrando em todos, com suas camisetas coladas, mostrando que academia está em dia, outros com suas panças enormes na camisa (também coladinha) “Armani” demonstrando que a conta bancária está no a azul. São os donos da festa, são o centro das atenções, são os mais cobiçados pela nossas futuras doutoras (Que Odin nos proteja). No intervalo entre uma música e outra se ouve alguns bate papos entre os presentes, dos mais variados tipos de conversas até inicio de pequenas discussões acerca do litro de uísque que alguém derrubou. Com meu copo de cerveja observo, e vejo algo quase que imperceptível se você foi ali realmente pra se divertir. Percebo o vazio naqueles olhares perdidos, que buscam algo que não são as mulheres\homens ali presentes, não são os uísques caros, os energéticos ou a cocaína com suas “carreiras” voluptuosas em cima das mesas na ala dos “very important personals”.
Será que estava vendo bem, ou era só mais um bêbado em meio a tantos, transferindo as próprias frustrações e o vazio que o ambiente trazia para materializar no outro, e não saber exatamente o que esse ou aquele olhar perdido buscava?! Não sei. Mas por um momento tive pena de alguns rostos, tive pena de algumas atitudes, tive pena. Nada mais. E isso me fez em meio àquele furacão etílico-sonoro mais uma vez levantar o questionamento sobre o que de fato vale a pena, sobre essa eterna buscar por ser feliz, que importância isso realmente tem, que ações podem ser classificadas como decadência humana ou como atitudes altruístas a ponto de nos sentirmos úteis, orgulhosos de si, e não nos culparmos por nada ou tudo que foi feito. Mais uma vez as perguntas remontam\desmontam uma simples noite de bebedeira. E nisso a festa vai rolando.
Vejo princípios de confusões, empurrões, agressões verbais dos mais variados tipos. A turma do “deixa disso” está presente e a ex-alguma-coisa já está pra entrar no palco, percebo pelo frenesi de máquinas fotográficas e celulares em punho num corrida contra o destino até chegar próximo ao local onde a moça irá fazer seu “show”.  São por volta das 00:45am, permaneço praticamente inerte, no mesmo local que cheguei e estrategicamente próximo ao bar e banheiros, isso é o conceito de estratégia, pra quem bebe, é claro. Showtime! Gritos, empurra-empurra eufóricos muitos descem do camarote, atravessam a pista para poder tirar uma foto com a “estrela da noite”. Eu apenas sorrio, amigos que estão ao meu lado não entendem muito, apenas sorriem de volta com aquele olhar de “esse cara tá bêbado já”.
Trinta minutos, creio eu, que tenha sido esse o tempo de duração da apresentação ,que ainda não sei direito o que foi, da ex-bbb. Não citarei o nome pois não lembro, e também seu nome não é representação de nada, nem para ela e nem para seus fãs. Imagine você ser reconhecido como o “Filho da fulana”, “Mulher do fulano”, “Irmão do”. Pois é,  essa é a premissa básica de quem adota o ex-alguma-coisa como nome, perde-se primeiro a dignidade na super-exposição a qual você se propôs por dinheiro, para em seguida perder parte da identidade (pelo menos por 6 meses).
Até agora não entendi mesmo o que ela veio fazer numa cidade boliviana, numa festa patrocinada por calouros de medicina. Será que a “carreira” não está sólida, será que a revista para qual pousou não rendeu o esperado, será que é apenas a “endorfina da fama” que ainda permanece no seu organismo que faz com que a pessoa aceite qualquer tipo de proposta para expor a imagem, nem quem seja por meia hora. Ou será que havia algo além, nas entrelinhas, no contrato de “serviços” que não percebi e\ou não vi. Será?!
Todavia não importa. Mais uma vez vemos a derrocada humana, pessoas ébrias, esbanjando o que aparentam ter, gente submissa à situações, outros dignos de tapas na cara dados pelo Capitão Nascimento, alguns apenas matando a saudade de casa ouvindo as “modas” brasileiras, gente fugindo da sobriedade e tentando achar respostas no fundo do copo de cerveja, muitos fazendo suas “selfies” pra serem vistos, curtidos e compartilhados. Por que fazer isso não sei. Fui um dos “mais dos mesmos” a serem encaixados nessas diversas vertentes de pessoas presentes. Me diverti, não serei hipócrita a ponto de dizer que não. Afinal somos todos suscetíveis, o ambiente nos transforma, por muitas vezes nos consome. O que realmente podemos taxar como decência, postura, certo, errado, se o momento é tão superficial que mal conseguimos lembrar dos nomes das pessoas. O que estar no topo, quando é estar no topo, e o que de fato é a decadência!?

E aqueles olhares perdidos no vazio do caos noturno, de copos cheios e de companhias solitárias ainda me intrigam muito. Muito.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Pessoas vão, pessoas vem, pessoas ficam

Tenho poucos amigos, mas bons, muito bons. Quando já passamos dos 21 aninhos essa seleção parece que vai ficando mais rigorosa e natural. Discernimento, bom senso, pode dar o nome que quiser, eu prefiro chamar de vivência. Certo. Amizades, com “A” maiúsculo se contam nos dedos hoje em dia, de fato há cada vez menos pessoas confiáveis o suficiente para serem denominados verdadeiros amigos. Comecemos por família, todos os seus familiares são seus amigos? Duvido muito. Pois se a resposta for “sim” você precisa ser entrevistado pela Marília Gabriela ou Jô Soares. Isso será um fato inédito na sociedade pós moderna contemporânea. Pois bem, falando desse modo parece que soa meio preconceituoso para com os parentes e aderentes, mas não, não é.
Há muito venho tentando delimitar parâmetros que definam qual tipo de relacionamento tenho com as pessoas mais próximas a mim. Não pense que é fácil, pois ao mesmo tempo em que tenho certeza de quem é “Brother” sem titubear, as dúvidas acerca de quem classificar como “Amigo” beiram à crise existencial. Mas é engraçado, quando crianças, todos praticamente éramos amigos, no sentido puro, o que definia bem isso era um pedaço do quibe dado na hora do recreio ou o convite pro videogame na casa do mais afortunado da turma. Não precisávamos de muita coisa pra dizer: Esse aqui é meu amigo.
Pulamos pra fase boa das descobertas adolescentes, inconsequentes e na maioria das vezes bastante conturbadas. É aí que o conceito de amizade ganha outras conotações. Amigo de verdade passa a ser aquele que lhe convida pra ir à boate, mesmo sabendo que você tá sem grana, e diz “Relaxa, pago hoje, quando você tiver grana você paga pra mim”. Desses “Brothers” tive muitos, e fui um dos tipos também. Valores diferentes, épocas diferentes e definições de amizades diferentes. Então começamos a enxergar o mundo sob outro prisma, que não o adolescente, e logo a paleta de cores vai do amarelo ouro aos tons mais cinzentos e escuros no que diz respeito à amizade. Isso é meio chocante à principio, mas depois vemos o quanto nossos pais tinham bastante razão sobre quase tudo.
É neste exato momento em que “redescobrimos” a família (Pelo menos comigo foi assim) e o irmão (ou irmã) mais velho de repente não é mais aquele cara que parecia querer apenas mandar, e sim uma pessoa que pode falar com você, e o melhor de tudo disposto a te ouvir. Isso é espetacular. Já estamos naquele momento de buscar um norte, e a conversa com a mãe e o pai já não é tão conturbada quanto antes, lógico que existem assuntos que jamais seu amigo da família vai entender, logo, melhor deixar pra falar com os outros amigos. E nessa troca de conhecimentos familiares, agora fazendo mais sentido, começamos a diagramar o nível de amizades e coleguismos. Colegas de faculdade, de trabalho, de academia (não é o meu caso), colegas de bar (SIM, é o meu caso), colegas de infância e os amigos.
Não consigo contar quantos colegas tenho, já pessoas amigas contando com as duas mãos ainda sobram alguns dedos. Depois de quase conseguir definir\classificar os níveis de amizade\coleguismo ainda tem uma das coisas mais difíceis para um homem: Quais mulheres (que não são da família) de fato são suas amigas, quais são suas colegas, e quais são apenas conhecidas. Sem entrar no tema antigo e machista de “homem não tem amigas”. Claro que tem, mesmo que seja com “benefícios”, mas tem. Como saber que uma pessoa pode ser amiga de verdade, é difícil, mas basta observar algumas atitudes e momentos cruciais e então tiramos as conclusões com base no feito ou no que se deixou de fazer. É claro que não se pode haver cobrança numa amizade verdadeira, é amizade e não casamento, é bom lembrarmos sempre disso.
Nos últimos tempos, mais precisamente nos últimos oito anos, conheci pessoas que se tornaram meus colegas, outras apenas continuaram como conhecidas e algumas foram como se nossas almas já tivessem sido amigas em outro plano astral, universo paralelo, ilha de lost, matrix ou numa camada bem densa de uma “inserção”. O simples fato de começarmos a conversar e nos darmos bem, termos muitas divergências em relação a algumas coisas e ao mesmo tempo termos tanta afinidade sobre os mais variados assuntos fez com que novamente eu redefinisse meu conceito sobre o que é a amizade.


 Contudo, todavia, no entanto meus caros (e poucos) leitores, tenho tido cada vez mais certeza de que a amizade é nada mais nada menos do que a condição de compartilhar experiências (não aquelas em uma rede social), ser solicito, mesmo longe tentar estar “presente”, mesmo sem ter contato por um bom tempo ainda rir e se abraçar quando novamente se encontrarem, discutir rispidamente sobre uma cagada feita e\ou oferecer um ombro num momento de dor ou frustração. Não é preciso estar juntos “24 horas por dia” para sermos\termos amigos, muitas vezes basta uma pequena palavra, ou mensagem durante o dia, ou um telefonema bêbado na madrugada, ou aquele visita chata na hora do almoço de domingo. Porque amigo que é amigo não precisa ser convidado, não precisa ter vergonha um do outro e não precisa ter compromisso, apenas respeito mútuo. E para isso é preciso saber cultivar esse sentimento cada vez mais raro: A amizade.

domingo, 17 de agosto de 2014

Mudar as dúvidas, sem nunca deixar de tê-las



     Pensando com meus botões da camisa, já bem amassada, um questionamento me ferve a mente, um no meio de tantos que me explodem o cérebro todos os dias, nossas escolhas são nossas mesmo, ou na verdade não passam de uma junção de palpites alheios, suposições, divindades ou entes que "controlam" tudo,
e/ou conselhos de alguém que é de fato significante em nossas vidas?
Temos que aceitar o que somos. Vivo "pregando" isso, e agora bate uma vergonha minha ou alheia, não sei ao certo, de ter que pensar(Agora sim) ou melhor repensar com razoabilidade e não com fogo dos sonhos alheios e emoções compartilhadas, uma decisão tomada apenas pelo impeto de mudar por mudar. De maneira pura e simples.
Uma pausa nesse papo de "arrependimento emo". Enquanto escrevo, a playlist taca um
Creep - Radiohead, daqueles que fazem sentir  falta do que nunca nos pertenceu. Sabem como é isso, não?!
Pois bem, onde estávamos... ah tá, vergonha das escolhas. É isso. Então, já com mais de 30 e ainda se deixar levar por emoções, se é errado não sei, só sei que é incomodo. Não me importa o pensamento alheio, me importa a instabilidade nos meus pensamentos, nas "minhas" escolhas. De repente, você se vê contra a parede, com dedos em riste nos mostrando o "caminho", mas a estrada pode ser de tijolos amarelos no seu prisma, e se eu for daltônico, como fica? De pontos de vistas "corretos", boas intenções e pastores da universal o hell ta lotado. Um fato é, nunca faremos somente aquilo que gostamos, mas não é errado se empenhar para fazer algo onde se encontre prazer, mesmo que seja na mais ralé das "posições sociais". Algumas das pessoas mais felizes no mundo voltam pra casa à noite sujas e fedendo, vindo da labuta.
Uma luta de onde não sairemos vencedores não faz tanto sentido assim. Calma, isso não é um texto suicida. É só um pouco de devaneios, mas nada preocupante. Eu acho. Vamos lá. Então se não podemos ser responsáveis por nossas escolhas pra quê esses papo de livre arbítrio, se todas as vezes que temos algo pra decidir pensamos no impacto que isso irá causar no outro, e não no bem/mal que irá causar em nós mesmos? Sei, você dirá que o nome disso é responsabilidade. Mas não seria algo mais complexo, uma questão mais transversal do que simplesmente uma palavra que representa uma ação consciente?
Poder fazer escolhas, repensar, fazer de novo, fazer melhor deveria ser tão simples quanto respirar. A angústia das escolhas erradas é tão ruim quanto o direcionamento alheio ou o empurrão próximo para o caminho "certo".  Frustrações a parte, preciso mudar, eu tenho que mudar, mas será que eu quero mudar?! A maioria das infelicidades é acarretada, de fato, quando pomos em xeque se tudo que fazemos vale mais a pena para os outros do que pra si. Existe destino, fatalidade, caminho traçado etc? E porque não ser uma metamorfose ambulante, deixando de ter aquela velha opinião formada sobre tudo?!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A Playlist nossa de cada dia



Jamais posso ter a pretensão de falar tão bem de música quanto meu amigo http://seringueirovoador.blogspot.com e suas críticas mais do que bem escritas. Mas em meu atual “way of life” senti a necessidade de escrever sobre musicalidade, não música em si, com terminologias técnicas e sonoridade descritiva de maneira aguçada (O que não é bem o meu forte). O dia começa aqui com aquele frio cortante e uma condução bem lotada. Nada melhor que nosso companheiro ou podemos chamar de “membro” artificial chamado fone de ouvido. Melhor do que ele pela manhã bem cedo só café, bem quente e amargo. Celular + fone de ouvido me faz sentir aos poucos a mudança no tom e na cor da viagem (Que dura em média 50 minutos). Na playlist copiada direto do computador (sempre às pressas e sem seleção pré determinada) há de tudo em matéria de gêneros musicais. Saio de casa, fones no ouvido, aperto o “play aleatory” e vamos à luta.
Dependendo do dia, da hora e do quão lotado está o transporte, as músicas vão preenchendo o vazio da saudade sentida, ou abrindo cada vez mais o buraco negro da solidão (Piegas, eu sei) minha companheira tão assídua nestes últimos tempos. Mas vamos hablar de canções. Quando a seleção musical quer sacanear começa com Tracy Chapman e em seguida pula pra Elton John ou qualquer uma do Bee Gees. Às vezes isso faz quase uma lágrima rolar involuntariamente do rosto. Mas tem também os dias “suicidas” (Força de expressão, não se preocupem) que começam com Radiohead, Blink182, Maria Rita, Elis Regina. Sim, ouço tudo isso, mesmo sem saber que as tinha “baixado” nos torrents da vida.
Ah, agora se o dia amanhece “FDP”, a playlista como que numa ligação neural direta com meu córtex manda de cara um Metallica, AC DC, Deep Purple, Rush, Queen, Pink Floyd e Engenheiros do Hawai. E de fato, aqui (Cochabamba – Bolívia, ou só país do Evo Morales) existem dias bons, dias ruins, e existem simplesmente dias. Divagando no Truffi (Nome dado ao busão daqui), pensar na origem do universo ou de onde viemos e para onde vamos é fichinha, diante da controversa cabeça  que vos escreve. Tão cafona quanto o cantor Leonardo, vejo a estrada passando e me vem à mente\playlist “...vou sem saber pra onde nem quando vou parar...” e de repente um buraco ou frenagem brusca meio que interrompe o transe cafona made in puteiro em João Pessoa, e vem Seu Jorge, só pra lembrar que eu sou brasileiro, ainda.
Não obstante, e não menos importantes são os reis, Roberto e Reginaldo, que fazem por vezes, com suas canções, o gosto da cerveja surgir na boca, e isso tudo às 7:30 da matina. Entre uma música e outra ouço o som da condução, tão chato e non sense quanto aquele(a) funkeiro(a) sem fones de ouvido nos ônibus do Brasil. Mas isso logo passa, e vem as próximas melodias, isso mesmo, melodias. Paulo Sérgio, Bartô Galeno, Evaldo Braga, Evaldo Freire, Agnaldo Timóteo e mais uns 20 ícones da MPBrega. Não, não sou tão velho, mas também não sou da geração whatsapp, mas gosto muito da chamada era de “ouro do brega”. Herança paterna isso, pois as tardes de sábado no fim dos anos 80 foram marcadas pela audição involuntária de vinis e mais vinis de “bregas apaixonados” como meu pai dizia, na velha e boa “alta fidelidade” (Aparelho de tocar discos, eletrola) tocando sempre em volume máximo.
Um arquivo corrompido aqui, outro ali, e logo chegamos a Raimundo Fagner e Amado Batista, a saudade de coisas, contos e casos só aumenta. Seguimos viagem. De repente Nando Reis me faz torcer pro segundo sol chegar logo, Cassia também dá o ar da graça cantando Chico Buarque (Gosto mais das músicas dele na voz de outros interpretes, segredo tá?!) e encantando o caminho composto por pedras e poeira. Os “Zés” Ramalho e Geraldo, sempre refazendo a caminhada mental e trazendo a reflexão semântica e semiótica sobre a mediocridade do ser, que corre, cansa e às vezes nunca alcança. Sim, a velha força falsa de um cartão de crédito ao invés de um fio de bigode é que guia esses caminhos de boiada e essa vida de gado que vivemos.
Nisso me vejo sendo aquela metamorfose ambulante, e como que num ciclo musical paradoxal, não sei se estou ouvindo a música ou se a canção está apenas potencializando e materializando um desejo de vivência.  Estamos próximos, vejo o cemitério, uma mão em um dos bolsos para separar as moedas e assim a pequena odisseia matinal termina. Bate meio que uma tristeza, por saber que o mundo a partir daquele ponto não me permite mais apreciar a beleza do caminho, com tantos sonhos e leveza no olhar ainda perdido e sonolento. Começa o dia de verdade.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Às voltas com o (meu?!) mundo parado.

         Incrível é conseguir começar pela primeira vez a escrever algo sem definir título antes. Talvez seja porque a mente está cheia de muita coisa e não sei direito onde tudo isso vai parar. Mas hoje não sei mais se vou falar de flores (eu já escrevi sobre isso por acaso?!) e nem falar só de espinhos. Quero falar de uma vida, uma história, e não é necessariamente a minha. Não, eu acho que não é. Perceber quando tudo vai mudando lentamente e que determinadas situações voltam a acontecer é que mais mete medo em muita gente, e em mim também.

            Certa vez uma pessoa conheceu outra pessoa, que achava ser a solução pros seus problemas, uma válvula de escape, ou alguém que fosse manager das organizações Tabajara no que diz respeito à solução de problemas alheios. Mas não, não era. É impressionante, e às vezes chega a ser hilário, como tendemos a achar “gente” pra ser a solução de algo que só depende única e exclusivamente de uma pessoa: Você/eu mesmo. Não, eu não curto Augusto Cury, apesar do papo aqui estar caminhando pra isso.

            Existem momentos onde temos a certeza que nada vale muito à pena, e que jogar tudo pro alto ou torcer para que o dia “21/12” realmente aconteça. Isso nos leva a crer que perdemos a fé em si (paradoxal eu sei) e que tudo que queremos é de fato um botão de reset (Nunca diga restart!) pra ver se as coisas mudam.

            Rever os conceitos sempre é bom, apesar de parecer propaganda de carro. E por mais absurdo que pareça estou querendo empregar isso em muitas coisas pra ver se realmente os “gurus” tem razão. Perceber que a vida tá rolando e que vários cavalos encilhados passaram e não pudemos montar, isso é chato, mas não é digno de arrependimentos. Acho que não devemos nos arrepender de nada, devemos é pensar, repensar e tré-pensar (acho que inventei isso agora) nas atitudes e consequências, causas e efeitos, ações e reações e por aí vai. Mas isso não nos impede de errar um bocado, na verdade certo ou errado depende de um ponto só: o de vista. E esse é mais relativo do que tudo no mundo.

            Esse enrolation/embromation todo foi só pra dizer que a mudança chega pra todos. Receber o “nuevo” de braços abertos é uma decisão que cabe a cada um. E no começo, disse eu, que não seria algo sobre mim, mas é sim, é sobre minha perspectiva de mudanças, que nunca chegavam por falta de coragem (o que ainda não tenho de sobra, quando o assunto é sair da zona de conforto) e enfim este dia chegou. Não digo que larguei tudo, ou joguei tudo pro alto, não foi bem assim. Fiz o que tinha de fazer no momento certo, eu acho.

            Agora estou eu às voltas com as novas condições, significações e exclamações sobre os novos trilhos que surgem à frente. Faz pouco tempo, mas já dá pra ter uma noção de que a escolha foi exatamente meio a meio, me cabe alimentar/trabalhar/modelar/recriar a parte do “dar certo” e fingir que a outra probabilidade irá zerar ao longo do tempo. Convivo agora com pessoas diferentes e de hábitos peculiares. Gosto de parecer seguro (machismo, eu sei) o tempo inteiro, mas em poucos dias já me perguntei se a escolha foi certa, ainda não me permiti responder, mas a vontade de mudar de vida é maior do que qualquer dúvida. Ficar parado não é a solução, se jogar de um penhasco procurando aventuras também não.


            Quem nunca, em longos devaneios etílicos ou não, sonhou em ter um Delorean?! Mas o lance de voltar no tempo resolveria, ou só daria um rumo diferente para o inevitável?! Não acredito em destino, sina, karma, essas coisas todas. “Boa sorte” não é uma opção plausível hoje em dia. Acredito que devemos fazer o que estamos aqui para fazer. Seu tive coragem, vocês também terão. Mudem, porque quando a gente muda o mundo muda com a gente.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Sobre uma "Wendy" da vida real

Controvérsias à parte, uma Wendy surgiu
Garotos perdidos continuaram perdidos
Meninos briguentos continuaram encrenqueiros
Ela dona, sim A Donna, de sí
Do alto de sua nobreza intelectual
Jamais revidou comentário corriqueiro

Já pensou uma amante de bucaneiros
Lidando com capitães “malvados”
Que mal superaram o trauma de um abuso
Coloca a palavra em uso, desuso (mal uso)
Enfim, para ratificar uma opinião?!

Basicamente algo não tão irrelevante quanto penso
Não tão físico quanto mental
Um ato estúpido
Uma sucessão de tropeços
Será, serão todos eles frutos dos mesmos erros?!

Não é essa a questão, há uma progressão
De deslizes e falácias
Donna das tardes tão frias do inicio de março
Que trota quando quer, para ignorar os ignorantes
Isso sim é reposta, o silêncio descendo junto
Para aqueles que, se confrontados, descobrem que não possuem o dom

Aquele da palavra falada, ou escrita (sim aquela mal dita)
Discursos vazios revelam muito
Do pouco que o outro possui
Da mente perturbada, pelo trauma de infância, ou não
Do argumento furado de quem não curou uma cicatriz
Dela não espere resposta, apenas reação
Agir por fogo com ferro à mão
O bufão que rebateu é o mesmo que foge pro quarto dos pais
Naqueles dias de trovão

Uma bela e imponente trotadora
De crinas reluzentes em rubro
Não sei, mas acho que no fundo a resposta pra isso tudo
Seria só sua a resposta

Seria seu o ponto final

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Um Roqueiro no Além

Dentro de uma cabeça atemporal que não acreditava ser um doutor, padre ou policial, vivia uma baiano encharcado de maluquês, claro que pra fugir da loucura e da velha lucidez cotidiana, muitas vezes recorria à substâncias que antecipou sua partida para o outro lado.

Mal visto pelos radicais conservadores, marginalizado pelos “pais” do A.I 5, um tolo com muito ouro mental, tão inocente que queria mudar o pensamento das pessoas e criar um terremoto capaz de implodir os paradigmas sociais.

Criar sua própria sociedade ele queria, onde esperar papai noel seria livre, independente de qualquer coisa.
A mutação ambulante, como se autodenominava ,também tinha o romantismo de um poeta europeu entalhado em cordel, com suas indagações e questionamentos pertinentes e inconsequentes, acreditava no amor tanto quanto no pecado original.

Abrir os olhos sem precisar usar colírio, sem recorrer a Dr. Pacheco nenhum, na fusão entre homem/animal se destacava pelo incomodo que causava.

Passou pelo período brabo, tinha que se esconder com amigos quando pensava em fumar um cigarro e trocar uma ideia.

Mas continuou ali, firme, driblando a censura, sendo a mosquinha chata e pousando nos charutos e sopas dos coronéis.

Um Da Vinci musical, um homem à frente, alerta, com o mundo e não consigo mesmo.

Homero de canções populares, um Dante que sucumbiu a seu próprio inferno.

Infelizmente tinha outros planos astrais a percorrer e nos deixou de maneira, uma tanto quanto, “esperada”. Fez, faz e vai fazer muita falta para os tímpanos aguçados e mentes pretensiosas, ávidas por letra/música de qualidade.



Se vivo fosse, o MAIOR de todos estaria completando neste dia 28 de junho de 2013 seus 68 anos. Que o Mito/Homem (admirador de Aleister Crowley) que se foi, possa permear nossa mente por milênios, pois ter fé em Deus e ter na vida é uma luta diária de todos, vamos tentar, sempre outra vez. 

Parabéns Raulzito (Raul  Santos Seixas *28/06/1945, +21/08/1989)

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Breve história do povo contra algo, na terra do “que país é esse”?!

De fato entendo que manifestações são reflexo da democracia arraigada, e muito jovem, plantada em nosso país por movimentos de outrora. O grande confronto de semana passada simbolizou o despreparo de manifestantes/policiais, gerando agressões de ambos os lados. O inimigo é a polícia (em alguns casos, talvez)?! Não. O inimigo é o falso-estado-democrático-de-direito! Balas de borracha, bombas de efeito moral? Uma ova!! Vários jornalistas foram agredidos durante os manifestos, tiveram seus equipamentos quebrados e levaram tiros “não letais”. A policia não desce o sarrafo sem ordens, e essas vieram do estado. Prova disso que as manifestações seguintes estão menos repreendidas pela “lei”.


Esse é o mundo em que vivemos, onde uma leva de pessoas vai as ruas lutando (as vezes literalmente) contra um sistema dominante, onde tudo é proibido, desde que não seja do meu/seu interesse, tudo é errado desde que não seja o meu/seu ponto de vista. A democracia não existe, eu disse: NÃO EXISTE! O conceito básico seria o mesmo daquele povo lá: Liberdade, igualdade e fraternidade. Mas não temos liberdade em nenhum aspecto. Igualdade? Nunca. Em um país onde existem cotas raciais, bolsas de A a Z, e gente se matando pra ganhar um salário mensal, que um traficante paga semanalmente para o seu “Vapor”, definitivamente não podemos falar que existe igualdade. Fraternidade: A palavra mais demagoga que existe. Fraterno com o próximo, mas só quando esse compactua de meus/seus pensamentos e atitudes?! Todos nós somos do “farinha pouca? meu pirão primeiro”. Mentira de quem disser que não.


Ah, como é bom ver (de longe) essas manifestações, dá uma sensação de...de...será que “eles” sabem mesmo o que querem?! Duvido muito. O que era pra ser uma ato isolado contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo, ganhou proporções “titânicas”, sim titânicas, porque essa é a força que os manifestantes acham que possuem. Gritos e estardalhaços de maneira desorganizada(organizada em redes sociais como um trote de universidade, ou confronto de torcidas) com cartazes de protestos contra – não são só vinte centavos- e sim tudo e todos. O estopim foi a passagem de ônibus, mas algo já havia sido articulado antes, só não se sabia ao certo qual seria melhor data para iniciar o “levante”. Fica claro que os manifestantes não sabem bem o que reivindicar, ir pra rua pra fazer volume não adianta se não há um objetivo. Gritar e fazer cartazes pra aparecer na TV e contar pros filhos/netos “olha eu estive lá” - sem que isso tenha de fato gerado alguma mudança, servirá apenas para ostentar a posição de revolucionário de meia tigela, o que de fato boa parte é.


Na verdade, há uma confusão de ideias e ideais nessa revolução física/digital. Protestar por protestar eu faço todo dia, de maneira bem/mal humorada e sem correr o risco de tomar um tiro. Ponto de impacto, perspectiva, objetivo, ideia de como se portar melhor perante a sociedade, pensar numa solução do que é melhor e o que agradaria ao senso coletivo, mudança de postura, atitude relativas ao interesse que não seja o próprio, cadê? Não tem! Infelizmente a maior parte dos manifestantes tem lado, todos nós temos um lado(negro ou não) ao qual seguimos. Isso reflete nos atos criando um jogo de interesses tremendo, ofuscando a “boa intenção” do manifesto. De fato, devíamos ir as ruas com algo mais concreto para reivindicar, algo mais possível e “palpável” e não com cartazes de "Não jogue fora seu voto", "Saiba votar", "Proteste nas urnas", que em minha opinião, soa tão vago quanto uma candidata a miss - leitora de O pequeno Príncipe – desejando a “Paz mundial”.



Não obstante, um dia após a “retomada” do congresso, a nobre comissão dos direitos humanos, aprova algo abominável denominado de “Cura Gay”, what a fuck?! Pessoal, a religião é a maior responsável pela alienação da humanidade, falo de TODAS as religiões. Onde é possível um desorientado como o pastor (com cara de ex-travesti) Feliciano lutar pra curar algo que não é doença? E a bancada religiosa (boa parte bem corrupta) que habita a política nacional vai levar em diante a votação, porque está escrito naquele “livrinho de regras” - já falei sobre ele antes – que é errado e por isso é doença. Errado é ver pessoas levantando todos os dias, lotando templos e elevando o olhar e aplaudindo o que esses filhos-da-puta-divinos pregam. Errado é ver gente humilde sendo ludibriada pela tão sonhada “salvação”. Descobri porque são ovelhas, ou rebanho, ou qualquer outro nome que dão, porque são animais com a face inexpressiva, sem vida, já sugados até a alma(se é que existe uma) indo rumo ao abatedouro, todos sendo guiados pela batida do cajado pastoral. Mas isso é uma outra história...

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pró(penso) à deslizes


Ser isso ou isto não significa
Isto ou isso é o ser que representa
Esse ou aquele que incita
Dessa forma, a tal da impotência?!

Não a sexual, pode até ser
Mas a do ato formal pode ser
Que não é o que se vê
O que será no final?

Direto, reto, penso ou torto
Poucos sabem e ninguém quer mais saber
Quem já esteve lá não quer voltar
E se quer, realmente não esteve

Prospecção de um esforço
Realidade ou simulacro?
Quem é capaz hoje de mensurar
O que é o fundo do poço?!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Sobre respeito, armários e problemas psiquiátricos


Não possuo muitos leitores assíduos neste blog(Na verdade, não possuo muitos leitores), e de fato esse texto deveria ser bem direcionado e feito em forma de memorando, mas se a carapuça couber em alguém, talvez não seja mera coincidência. Vida que segue.

Temos como premissa básica da convivência humana a palavra que mais ouço ultimamente, quer no mundo real ou virtual:Respeito. Será que realmente sabemos o significado desse termo, que pauta tantos as relações interpessoais?! Talvez sim, ou talvez não. Como já escrevi antes, tudo depende do ponto de vista. Tanto no profissional quanto no pessoal(Faustaniei?! Valei-me!), devemos respeitar sempre, tudo e todos.

E os limites onde ficam nessas relações? Como mensurar as palavras num mundo tão cheio de direitos escritos e ratificados não só na Magna Charta Libertatum , mas também nas Social Networks da vida, homologados com sangue tal qual um pacto divino?! Não temos como saber ao certo, se a palavra mais correta é essa ou aquela, não temos como prever num mundo tão transversal qual a atitude mais correta a ser tomada. Não temos.

Achismos em demasia é o que tenho acompanhando nesses capítulos recentes dessa novela mexicana chamada vida. Engraçado como tudo passa “despercebido” e de repente toma proporções abissais. O simples fato de você, eu ou qualquer um não “irmos com a cara” de fulano ou beltrano não nos dá o direito(Acostumem-se vou usar muito essa palavra no decorrer desse mimimi narrativo) de julgar, mas há uma hierarquia funcional, que serve de norte pessoalmente e profissionalmente, para que limites não sejam ultrapassados e não hajam situações desconfortáveis ao longo das relações.

Direitos e deveres são coisas tão básicas, que até o mais desprovido de raciocínio compreende as maneiras de se agir em casa, na rua, no trabalho, na chuva ou na fazenda(incidental) e se portar como manda aquela parte que “R.I.P” em alguns cérebros, que é responsável pelo bom senso e o respeito mutuo nesse mundo de meninas engavetadas.

Na verdade, ser um estranho no ninho é algo normal nesse mundo de coletividades unilaterais e compartilhamentos de abraços solitários em um monitor Led,Lcd ou Full HD.A culpa é sempre de quem opta por se isolar – pode parecer cruel mas damos aos problemas a proporção que queremos – de fato, é em situações como essas que devemos prezar pela autoavaliação. Onde eu estou errado, onde estamos errados, onde isso aqui tá errado?! Mas cadê a porra do bom senso pra fazer essa reflexão? Ninguém tem. E seguimos na caixinha de introspecção até um dia rolar um“Tiros em Columbine” ou algo pior.

Não é nada pessoal, são só negócios. Soa clichê, mas é a mais pura verdade. Temos infelizmente pessoas que ainda não compreendem essa assertiva. Sinto muito, acostume-se o mundo é assim mesmo. Errado é você que pensa dentro do seu armário que vai encontrar uma bela passagem para Nárnia, um fauno lindo e se casar com ele, e dessa maneira se livrar dos “problemas” que se aglomeram ao seu redor. O mundo real não tem passagem, não tem fauno bonitinho, não tem espaço para coitadismos e não tem frescurinhas ao entardecer. O mundo real tem Freud, tem Edgar Morrin, tem “Behaviorismo” tem Pavlov. Nesse ínterim, temos Gardenal, Disconel, Dienpax, Lexotan, Rivotril e outras pílulas mais.

Por um mundo onde deixemos de ter pena de si mesmos, onde não façamos reflexo nos outros os nossos conflitos internos , onde uma primeira impressão não seja a que fique, onde uma corda no pescoço ou uma bala na cabeça não sejam as primeiras alternativas (a não ser que você tenha tentando todas as opções acima citadas e nada tenha funcionado) dê uma folga pro egoísmo, olhe para o lado e agradeça ao invés de reclamar e esbravejar sempre, surrando teclados, que nada tem culpa. Deixemos de frescuras com nossa “falta de capacidade”,e deixemos de estar insatisfeitos sempre. Devemos deixar de ver o lado ruim das coisas, vamos pensar que o vazio do copo depende da nossa mão para enchê-lo. É um pensamento que todos deveríamos abraçar, antes do tiro fatal, das pernas esticadas ou do pulo no abismo.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Ser direito ou ter direito de ser?!


Há tempos suspeito no limiar de minha ignorância, que há uma confusão de sentimentos permeando a mente e habitando em quase todos os corações virtuais(ou não). Conclusão essa, atingida com base nos recentes acontecimentos com destaque midiático e ampla divulgação nas redes"sociais". Ocorrências vistas com frequência em todos os cantos, com a “melhor” das intenções - nota mental: o inferno tá cheio - para tentar levar a “verdade” onde ela necessita chegar. Será que ela necessita chegar a algum lugar?!

Todos nós nos achamos no direito de falar, lutar, ir e vir, apontar o dedo e contestar. Isso pode ser considerado correto amigos? Não! A premissa básica para se obter um juízo de valor acerca de um determinado assunto ou pessoa é o conhecimento da história de ambos, conhecimento mais profundo do assunto em questão, ou o mergulho na alma e nos sentimentos do individuo. Pois bem, não temos esse acesso, e nunca teremos. Portanto vale o clichê de “você não sabe o quanto caminhei pra chegar até aqui”, e não sabe da minha, (nem da sua) ou da nossa história. Contenha-se antes de abrir a boca pra cuspir devaneios sobre lutas de causas, classes e direitos, sem ter a mínima noção do reflexo que isso terá.

Acontece que esse direito amigo(s), essa democracia amiga(s), há muito perdeu o sentido literal e passou a perpetuar o oposto através das tão recorrentes(e na maioria das vezes àcefalas) incitações públicas, debates descontextualizados e "verdades" montadas com auxílio do fotoshop.

Quem disse o quê, quem compartilhou o quê, não fará a menor diferença. Se você não se respeita,jamais conseguirá respeitar os outros (direitos, espaço,opiniões etc) isso é fato, quer você concorde ou não. Trabalhe sempre com a hipotese de que pessoas são tão diferentes umas das outras que a mesmice nas opiniões causaria um colapso social gigantesco, a ponto da existência humana entrar em xeque. Ou você acha que o ser humano se define pelo que representa ou veste, ou personifica em público?! Na verdade ele se define pelas atitudes e”Way of life” esse, que incomoda muita gente. Não estou aqui defendo classe A, B, C ou LGBT, sou a favor da ampla discurssão, do debate franco e contra acusações infundadas, meias verdades e meias mentiras.

Ponto de vista, pespectiva, prisma, que seja, chame como você quiser, todos tem o seu.Na maioria das vezes são tão próximos e parecidos com o do outro que na verdade nos deixamos confudir que há um opinião massificada e homogenea, quando na verdade há um caldeirão de ideias que não ficaram tempo suficiente no fogo para tomar a forma devida: Aquela da comida feita com diferentes temperos porém que se complementam, tomando uma forma e sabor disforme, mas que agrada a paladares simples e as vezes os mais exigentes.

Eu acho (minha caixa de achismos hoje tá cheia hein?!) que debate democrático igualitário seria mais ou menos isso, respeitar-se sem agressões – sejam elas com socos ou palavras – pois todas elas ferem , a primeira de forma física, fácil de curar. A segunda fere a alma, contusão essa que pode acarretar num turbilhão de emoções, que se não puderem ser contidas explodirão numa erupção de falacias e dedos apontados, pedidos de renúncia, marchas noturnas, protestos e olhares para o prórpio umbigo. Creio que essas atitudes não resolverão os problemas em questão, levarão todos ao mesmo nivel de debate(os quais ambos críticam) o que muitos não querem, mas acabam sucumbindo por “culpa” de não rever (não conseguir enxergar mesmo) os conceitos básicos para a boa convivência social,o respeito seguido da não menos importante tolerência.

Por conta dessas opiniões inconsequentes é que surgem debates catastróficos como a reforma do código penal com sugestões como pena de morte, a descriminalização do uso de determinada substância, mas a criminalização do usuário etc. Isso faz “formigar” a sociedade, com os contra e a favor, onde nem sequer é analisada a estrutura social em que vivemos, um país de impunidades, de meias liberdades, de um povo bom e trabalhador, mas que esquece de tudo quando uma bola rola ou um tambor rufa. Um povo que na verdade, às vezes, sente pena de sí, quando deveriam levantar a cabeça, se educar, se reciclar ou tentar fazer alguma coisa pra tentar mudar o “Status Quo”.

Já imaginaram como seria se tudo fosse resolvido na base das agressões físicas ou verbais? Teriamos um ringue - ou octógono já que tá na moda – de um lado Marco Feliciano X Jean Willys, ou Papa Francisco X Silas Malaia(representado todos os protestantes)?! Seria um verdadeiro “Freak Show” e não resolveria nada. Pensem que os acontecimentos estão tomando proporções alarmantes, invadindo os lares e dividindo a opinião pública, motivo? - A falta do bom senso, o excesso da propagação de informação inútil, das discurssões em timelines ganhando cada vez mais força quando não deveriam. Na verdade se todos nós respeitassemos a “liberdade” individual tudo seria mais fácil.

Me desculpem, se não sou alienado o suficiente para acreditar cegamente em um livro escrito há mais de 2000 anos(traduzido livremente com o intuíto de criar uma proposta diferente de religião). Desculpem-me se não saio às ruas com uma faixa na mão pedindo respeito, direito de respostas e querendo crucificar um político sem escrúpulos(quase redundância) que foi eleito para presidir uma comissão que muitos julgam só proteger “bandidos”. Mais um (pré) conceito arraigado por culpa de nossas leis arcaicas, do nosso estado nada laico e de nossa sociedade de “ovelhas”, seguidoras cada uma de sua classe pastoral querendo uma única e exclusiva coisa: RESPEITO.

Não adianta querer mudar tudo ao seu redor, você não vai conseguir. Comece mudando a sí mesmo, já é alguma coisa. Experimente tentar.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Falta de sexo, intrigas e Dvds.


Admiro e sinto repulsa de uma raça que convivemos constantemente: a humana. Calma, não sou homem bomba, não pertenço à nenhuma seita – religiosa - apocalíptica- e também não pretendo matar ninguém (pelo menos até 21/12) logo, não quer dizer que eu tenha que amar ao próximo a ponto do próximo ficar tão próximo que acaba invadindo meu espaço aéreo, aí sim nesse caso será abatido, mas vamos lá. Eu admito que não sou a pessoa mais correta pra falar de mau humor, grosserias e afins. De fato as vezes temos dias ruins, dias bons e na maioria das vezes dias level ultra hard matando Nemesis com pistola de 6 tiros(relax people papo gamer), mas nem por isso você deixa de cumprimentar com um bom dia, ou um simples “oi” sem sorrisos exagerados/amarelos.

Quero acreditar, no caso de algumas pessoas com as quais convivo, que ele(a) está realmente tendo um dia ruim e que na manhã seguinte tudo voltará ao “normal”. Não por acaso, o ser retorna nos dias subsequentes cada vez pior, e vai aperfeiçoando as técnicas de ignorância com base em suas (más) experiências relacionadas ao prazer. Falta de sexo é sim um dos maiores males no que diz respeito a integração no setor de trabalho e/ou qualquer outro tipo de convivência social que você queira ter. Hoje com o advento da internet até quem não tem parceiro(a) fixo, não é casado(a), nem namorada(o) pode fazer sexo. É rápido, fácil e o mais importante: é seguro. Mas não, preferem se sentir culpados(as) por uma série de coisas (que nem fizeram) do que se entregar pra aliviar o stress. Aluguem um filme, pornô ou não, romântico, com cenas quentes e observem toda a relevância e leveza do ser após o ato sexual. Transar é cientificamente comprovado que faz bem pro corpo, alma, cútis e educação.

Nesse ínterim surgem as picuinhas corriqueiras, ou com um grau de relevância tão grande quanto à crise na faixa de Gaza (isso na cabeça de quem tá gerando o atrito) onde colegas, amigos, parceiros são tratados como estranhos. E não contente, o ser mal educado ainda tenta levantar questionamentos acerca da confiabilidade do outro. Desculpem-me, não quero ser machista mas 98% da abordagem se dá ao analisar o comportamento de múltiplas figuras do sexo feminino em um único local. Mulheres tem o dom de fazer as amizades mais profundas e criar as tempestades e guerras mais “ridículas” ( Helena de Tróia, lembram?!) com a distorção de fatos, compreensão equivocada de situações e levando tudo pro lado pessoal. Se o canal responsável por transmitir as mensagem possui ruídos, lógico que a compreensão da mesma estará comprometida. Não gostou do que viu, ouviu?! Chame pra conversar, um bom dialogo faz toda a diferença e gera ( na maioria das vezes) o entendimento.

Admiro as mulheres pela capacidade de conseguir debater sobre assuntos delicados sem virar Australopitecos como nós homens, a raça digamos “menos” inteligente para discussões e debates. Uma vez por semana, temos o vendedor de dvds genéricos que comparece ao trabalho oferecendo os lançamentos, as novidades etc. Observo sempre que o público feminino é a maioria da clientela, e certa vez fiz a pergunta se os filmes mais comprados eram comédias, dramas e romances – em resposta foi dito que não – me admirei quando soube que o gênero “ação” era um dos mais procurados por elas. A força e a coragem feminina são incontestáveis, mas cada dia mais vejo mulheres querendo igualar o mal gosto masculino, com acessórios, trejeitos e maneira de se expressar, e nas atitudes ignorantes e irracionais. A beleza da mulher está na feminilidade que cada uma exala, nós homens adoramos quando elas pedem pra pegar algo que tá pesado, que ela não alcança, ou que tá com medo do filme de terror (que não dá medo, é só charme) no cinema e nos abraça forte. Mas isso tudo sem perder o poder de decisão, a firmeza nas palavras, nos momentos certos é claro. Além do mais adoramos o sorriso comportado, a gargalhada de stand up, e os gritos de prazer.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sobre mídia social,crimes,macarrões instantâneos e fulecos alheios.


É visível que a opinião pública está cada vez mais pautada no que é induzido pelos veículos de comunicação. Um exemplo claro foi a abordagem dada ao último julgamento do STF, onde heróis e mitos que beiram à divindade, seres quase dignos de um trono no Monte Olimpo nasceram, e vilões quase ao nível de Graphic Novels como Hell Blazer ou The Dark Night tiveram seus malefícios ratificados pela tal senhora cega da balança. Pois bem, tudo muito assistido e opinado com veemência por transeuntes que sequer leram alguma vez o artigo 5ºda constituição, mas esse não é o foco. Boa parte dos bandidos “famosos” e ladrões de galinha insignificantes são criados, enlatados e distribuídos pela televisão.
É isso mesmo. Ou vocês acham que Fernando beira mar (não, não chamemos de “Fernandinho” pois cria-se um identificação quase que emocional devido o fator diminutivo no nome do individuo, substituindo a figura má definida através de seus atos, pelo mito do supervilão. Estudem mais semiótica da linguagem audiovisual ok!?) existiria se não fosse a cobertura do fantástico ou jornal nacional?!Que o maníaco do parque seria “O maníaco” senão pela classificação da mídia sensacionalista? Observem e tirem suas conclusões.

O caso mais recente e comentado na imprensa televisiva, jornal impresso, web jornais e redes sociais, é o tão famoso caso do “goleiro Bruno”. Nos último dias há plantões e mais plantões de noticias, Talkie Shows vespertinos procurando um furo (se é que há ainda algum, no bom sentido é claro) acerca do caso. Vejamos que o envolvimento de várias pessoas e a não localização do corpo da vítima retarda a decisão dos juízes, temos o primo que era testemunha (foi assassinado), temos o criminoso que atende pela alcunha de “Bola” e a figura mais enigmática (sim enigmática, ora suposto amante de Bruno, ora co-autor do crime, ora o cara que vai jogar merda no ventilador, ora a piadinha cretina de que em 3 minutos ele solta tudo, igual miojo) vulgo “Macarrão”.

Viram como até eu que não assisti uma hora sequer desse julgamento, consigo ter mais ou menos uma noção dos envolvidos/vítima e etc. Lógico que tudo de maneira mais superficial possível, pois a devida importância não é dada por não haver necessidade. Vivemos em mundo onde achamos que todos sabem de tudo, mas não é bem assim meu caro devoto do santo google, existe algo mais além do tubo infecto(Marcelo Taz feelings) e da fibra ótica que conduz à navegação. Antes de achar que o menino pobre que virou presidente do STF é contar/a favor de cotas, se informe melhor, leia mais a respeito, antes de compartilhar imagens associadas a opiniões e frases que na maioria das vezes não são do Caio Fernando Abreu e nem da Clarice Linspector, assegure-se de que não está sendo mais um (a) a dar (compartilhar, enviar, curtir, favoritar, etc) informações que não dizem nada yeah, yeah (Engenheiros do Hawai, incidental).

Redes sociais não são dotadas de verdades absolutas, não são apenas mais um freak show, não são céu nem inferno, são apenas mais um meio para “interligar” pessoas num mundo onde a superficialidade de um instagram vale mais que um abraço de até logo no ponto de ônibus, na saída do trabalho, do colégio, do bar ou do puteiro. Portanto, se organizadores de um evento “importante” como uma copa mundial de futebol escolherem o nome mais esdruxulo do mundo pra uma mascote, paciência, a votação aconteceu segundo informações (olha eu mal informado aí, tão vendo?!) através de uma votação virtual em um determinado site. Mas nós somos assim, quando não temos do que reclamar, reclamamos que estamos há muito tempo sem reclamarmos de nada. Gringo gostou do nome?! Tá valendo. Afinal de contas diante de toda a pluri significância e transversalidade da comunicação, existe a resultante, a premissa básica que todo povo tupiniquim já sabe:Pimenta no fuleco dos brasileiros é refresco pago em dólar.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Retirando Deus do seu(do meu, do nosso) dinheiro, a falsidade no mês de dezembro e mulheres que falam demais.


Sei que ainda faltam alguns dias mas dezembro já tá batendo na porta(leia-se o natal tá chegando) e como todos os anos chegam também as festinhas da repartição, os enfeites, os presentes e...as falsidades mutuas que permeiam o clima, a mente, a rede social e a vida de um monte de gente. Não, eu não estou sendo chato. Sou apenas realista, se você não aguenta o minimo de realidade(sinceridade) pare de ler a partir deste ponto.

Falemos deste sentimento e clima de “paz”, que corresponde ao amor de um ser que só é lembrado ao pé da letra durante o último mês do ano. Um povo que dá sorrisos “Big Mac” durante todo o ano e no mês de dezembro veem com essa de fraternidade, definitivamente não merece meu respeito. Seja você mesmo 365 dias por ano, sem falsidades sem tapinhas nas costas, sem sorrisos (e camaros) amarelos. Respeite se você acredita, e dissemine o sentimento que Ele pregou quando andou(se é que realmente andou) por aqui. Gente que passa o ano inteiro querendo derrubar outras pessoas do último degrau da escada, não deveriam se prestar a determinadas situações afáveis neste período. Uma surpresa já que no restante do ano são como pitons uns com os outros.


Quem mais me surpreende são as mulheres (sem machismo viu?!), animadas ao enfeitar as arvores natalinas, o local de trabalho,ao organizar a ceia, na compra dos presentes e na responsabilidade eterna de fazer você(homem) se sentir culpado porque esqueceu do presente da mãe(dela) ou deu a boneca “errada” que a filha, sobrinha, afilhada tanto queriam. Isso renderá uma ladainha novenal sem precedentes até o fim do próximo ano. Já pensou uma mulher lhe cobrando algo que não tem a menor relevância durante 365 dias consecutivos e ininterruptos?! Pois pense bem e anote sempre tudo que elas nos mandam fazer. Mas NUNCA faça tudo o que elas sugerem, pois isso seria encontrar a origem da permuta entre a força falsa de um cartão de crédito ao invés de um fio de bigode. Não entendeu né?! Eu sei, a intenção foi essa!
A mercantilização das datas não vem de agora, há muito se utiliza da fé, da falta dela ou de cérebro para coagir, condicionar e impulsionar o consumo “cristão” nessa (e em várias outras) data(s) simbólica(s) para algumas religiões. Todos os meios de comunicação tornam-se disseminadores sem escrúpulos de propagandas e promoções escabrosas, para fazer você consumir desenfreadamente, desnecessariamente, para a porra do seu ego social conseguir fazer parte do grupinho seleto do “Então é natal”(Nota mental: Odeio Simone e suas canções natalinas). Fazendo com que nossa alma fique presa em milhares de prestações para o ano seguinte. Mas dane-se, é festa, eu sou bonzinho, tenho que doar, dar, surpreender, compreender e fazer tudo que não fizemos no restante do ano.

Eu gosto dessa época do ano, sem sarcasmo, tem festas e onde tem festas tem “birita”, e “breja” grátis eu aceito até em reunião de testemunhas de jeová. E como a história TODA tem o viés econômico, nada mais justo do que torrar o salário de dezembro e o 13ºinteiro em presentes e festas. E ficar urrando até 31 de janeiro do ano seguinte. Percebam que nem a crise econômica consegue abalar as “boas festas”, observem que as ruas e lojas estarão lotadas, mesmo que você não tenha a especie mais desejada, cobiçada,motivadora de atrocidades,mas que resolve todos os problemas mundanos: O dinheiro.

É ele, a mola mestra do mundo, o capital(Marx feelings) que dita as regras de mercado(junto com as especulações financeiras) mas isso não vem ao caso. “Dinheiro não traz felicidade”.O autor desta frase foi um milionário frustrado que no mínimo descobriu que tinha uma doença incurável e confessou isso no ouvido de alguém em seu leito de morte. Porque dinheiro não traz, ele manda buscar a jato, numa bandeja de prata, numa cama dourada ou num palácio em Brunei. Todos gostamos, todos trabalhos para tê-lo, mas nunca observamos que o condicionamento humano às categorizações sociais transformaram um pedaço de papel com algumas ilustrações e frases em algo de valor.

Já pensou que um índio(isolado e não catequizado) poderia muito bem tocar fogo em uma pilha de milhares de notas de cem só pra muquinhar um peixe?! É isso mesmo, pense bem que hoje temos outros valores, isso não quer dizer que perdemos o respeito pelos valores antigos, só que os valores antigos perderam o valor. Querem pegar a moeda corrente do país sem mais nem menos e retirar a frase “Deus seja louvado” por se tratar de descaracterização do “Estado Laico”. Bando de hipócritas!Diferença alguma irá fazer a retirada ou a inclusão de nomes de novos deuses e/ou divindades na cédula. Isso teria uma argumentação válida se caso as igrejas que arrecadam(E MUITO) para a “obra”, começassem a ver o dinheiro sem a escritura supracitada como algo impuro e não aceitassem mais como oferta. Já pensou como seria legal, ver gente dando ao invés de grana, o carro, a casa...oh wait!?Mas isso é uma outra história...