sexta-feira, 28 de junho de 2013

Um Roqueiro no Além

Dentro de uma cabeça atemporal que não acreditava ser um doutor, padre ou policial, vivia uma baiano encharcado de maluquês, claro que pra fugir da loucura e da velha lucidez cotidiana, muitas vezes recorria à substâncias que antecipou sua partida para o outro lado.

Mal visto pelos radicais conservadores, marginalizado pelos “pais” do A.I 5, um tolo com muito ouro mental, tão inocente que queria mudar o pensamento das pessoas e criar um terremoto capaz de implodir os paradigmas sociais.

Criar sua própria sociedade ele queria, onde esperar papai noel seria livre, independente de qualquer coisa.
A mutação ambulante, como se autodenominava ,também tinha o romantismo de um poeta europeu entalhado em cordel, com suas indagações e questionamentos pertinentes e inconsequentes, acreditava no amor tanto quanto no pecado original.

Abrir os olhos sem precisar usar colírio, sem recorrer a Dr. Pacheco nenhum, na fusão entre homem/animal se destacava pelo incomodo que causava.

Passou pelo período brabo, tinha que se esconder com amigos quando pensava em fumar um cigarro e trocar uma ideia.

Mas continuou ali, firme, driblando a censura, sendo a mosquinha chata e pousando nos charutos e sopas dos coronéis.

Um Da Vinci musical, um homem à frente, alerta, com o mundo e não consigo mesmo.

Homero de canções populares, um Dante que sucumbiu a seu próprio inferno.

Infelizmente tinha outros planos astrais a percorrer e nos deixou de maneira, uma tanto quanto, “esperada”. Fez, faz e vai fazer muita falta para os tímpanos aguçados e mentes pretensiosas, ávidas por letra/música de qualidade.



Se vivo fosse, o MAIOR de todos estaria completando neste dia 28 de abril de 2013 seus 68 anos. Que o Mito/Homem (admirador de Aleister Crowley) que se foi, possa permear nossa mente por milênios, pois ter fé em Deus e ter na vida é uma luta diária de todos, vamos tentar, sempre outra vez. 

Parabéns Raulzito (Raul  Santos Seixas *28/06/1945, +21/08/1989)

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